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Uma análise cuidadosa das condições de um imóvel contribui para a valorização deste patrimônio e garante que ele seja seguro para toda a comunidade. Além disso, as instalações elétricas de qualquer imóvel com mais de dez anos precisam passar por uma avaliação criteriosa, pois em geral não foram dimensionadas para as atuais necessidades de consumo e muitas vezes estão em estado precário. Nestes casos a conseqüência é o aumento do risco de choques elétricos e incêndios e também desperdício de energia.

Uma instalação elétrica com boa manutenção garante a segurança de seus usuários, o uso eficiente da energia e valoriza o imóvel.

Contrate profissionais habilitados e capacitados para realizar a vistoria de sua instalação elétrica e realizar os serviços necessários. Uma dica é se informar junto às associações de profissionais da área ou das empresas de prestação de serviços locais. O Programa Casa Segura está em busca de parcerias para que você encontre suporte técnico de profissionais habilitados e qualificados.

As edificações sofrem desgastes com o passar do tempo, e quanto mais velhas ficam, maior é a necessidade de um check-up. Qualquer imóvel com mais de dez anos precisa passar por uma avaliação criteriosa e este diagnósrtico deve ser repetido a cada cinco anos. Só assim é possível detectar a necessidade de reformas ou modernizações.

A principal prevenção é avaliar a instalação elétrica e cuidar de sua manutenção. Ela deve estar bem dimensionada para garantir segurança ao usuário. Confira algumas dicas:

  • Execute as instalações elétricas conforme a norma NBR 5410 da ABNT (Instalações Elétricas de Baixa Tensão), e nunca provisórias ou precárias (gambiarras), evitando sobrecarga da rede e possível curto-circuito;
  • Quando for realizar reparos nas instalações elétricas, procure sempre um profissional habilitado e credenciado;
  • Realize periodicamente manutenção preventiva nas instalações elétricas, pois elas possuem vida útil limitada;
  • Dar especial atenção a áreas críticas como cozinha e banheiros, uma vez que nesses locais se encontram dois elementos cuja combinação pode ser perigosa: água e eletricidade;
  • Não utilizar equipamentos elétricos quando estiver descalço ou com pés úmidos;
  • Jamais tocar em equipamentos elétricos enquanto estiver dentro de banheiras;
  • Se um eletrodoméstico dispõe de ligação à terra, utilizá-la sempre que a instalação permitir. Se a instalação não possuir o fio terra, instale-o imediatamente.
  • Evitar instalar condutores elétricos próximos a chaminés, estufas, aquecedores ou outras fontes de calor;
  • Nunca utilizar equipamentos ou dispositivos com cabos de alimentação que apresentem danos na isolação elétrica, pinos quebrados ou tomadas danificadas;
  • Evitar sempre que possível utilizar tomadas múltiplas ou adaptadores do tipo “benjamins”;
  • Nunca desligar um equipamento elétrico da tomada puxando pelo cabo de alimentação e sim pelo plugue;
  • É sempre conveniente desconectar da tomada os equipamentos portáteis quando não estiverem sendo utilizados;
  • Verificar se a potência do equipamento está coerente com a capacidade da instalação existente;
  • Quando for executar alguma manutenção na instalação, os dispositivos de proteção (disjuntores) devem estar desligados;

A bitola de um condutor elétrico depende da quantidade de elétrons que por ele circula (corrente elétrica). Toda vez a corrente circula pelo condutor, ele se aquece devido ao atrito dos elétrons em seu interior. Mas há um limite máximo de aquecimento suportado pelo fio ou cabo, acima do qual ele começa a se deteriorar. Nessas condições, os materiais isolantes se derretem, expondo o condutor de cobre, podendo provocar choques e causar incêndios.

Para evitar que os condutores se aqueçam acima do permitido, devem ser instalados disjuntores ou fusíveis nos quadros de luz. Esses dispositivos funcionam como uma espécie de “guarda-costas” dos cabos, desligando automaticamente a instalação sempre que a temperatura nos condutores começar a atingir valores perigosos. O valor do disjuntor ou fusível deve ser compatível com a bitola do fio, sendo que ambos dependem da corrente elétrica que circula na instalação.

Como o corpo humano é capaz de conduzir eletricidade, se uma pessoa se encosta a um equipamento elétrico ela estará sujeita a levar um choque, que nada mais é do que a sensação desagradável provocada pela passagem dos elétrons pelo corpo. O conceito básico da proteção contra choques é o de que os elétrons devem ser desviados da pessoa.

O fio de cobre é um milhão de vezes melhor condutor do que o corpo humano, por isso se oferecermos aos elétrons dois caminhos para eles circularem (sendo um o corpo e o outro um fio), a maioria deles circulará pelo fio, minimizando os efeitos do choque na pessoa. Esse fio pelo qual irão circular os elétrons que escapam dos aparelhos é chamado de fio terra. Assim, a função do fio terra é recolher elétrons “fugitivos”, mas muitas vezes as pessoas esquecem de sua importância para a segurança.

O fio terra deve ser instalado em todas as tomadas e pontos de energia da casa, independente do ambiente. Isto garante que qualquer equipamento que possua o fio terra seja interligado ao sistema de aterramento, sem a necessidade de gambiarras.

Nem todos os equipamentos necessitam do fio terra. Estes equipamentos já possuem na sua construção isolamento de suas carcaça, não colocando os usuários em risco de choque. Mas o pino de aterramento na tomada deve estar disponibilizado em toda a residência, para os equipamentos que possuem o fio terra (condutor de proteção).

Desde dezembro de 1997 é obrigatório no Brasil o uso do chamado dispositivo DR (diferencial residual) nos circuitos elétricos que atendem aos seguintes locais: banheiros, cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.

O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena intensidade (da ordem de centésimos de ampère), que um disjuntor comum não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano. Dessa forma, um completo e eficaz sistema de aterramento deve conter o fio terra e o dispositivo DR.

Sobrecargas, que ocorrem sobretudo pela utilização de muitos aparelhos ligados na mesma tomada (como benjamins ou tês), pelo uso de aparelhos de potência muito elevada em redes elétricas que não estavam preparadas para isto e por improvisações (gambiarras ou gatos) executadas por pessoal não qualificado. Com o tempo, as sobrecargas podem gerar graves acidentes pessoais e, não raro, ocasionar incêndios.

  • Falta de manutenção, já que as instalações elétricas residenciais também precisam de um check-up a cada 10 anos pelo menos.
  • Extensão solta pelo piso, uma causa freqüente de acidentes, que deve ser eliminada e em seu lugar executada uma instalação definitiva.
  • Improvisações e gambiarras.
  • Materiais e produtos de qualidade duvidosa.
  • Falta de profissionalismo, principalmente na contratação do famoso “faz-tudo”.
  • Ausência de dispositivos de proteção, como DR e aterramento.
  • Dimensionamento insuficiente dos cabos.

As instalações elétricas devem ser revisadas a cada 10 anos (no mínimo). E este serviço deve ser realizado por um profissional habilitado.

O cobre é um dos metais condutores mais utilizados nos fios e cabos elétricos para os mais diversos usos. É também muito usado em outros componentes elétricos, tais como chaves, interruptores, plugues, disjuntores, fusíveis, contatores e relés. A preferência pelo cobre é mais do que justificada, uma vez que se trata de um metal de excelente condutividade elétrica, ótima manuseabilidade, grande flexibilidade e que apresenta baixas perdas de energia.