Laudo determina condições técnicas nas edificações e estabelece recomendações necessárias para uma boa conservação
Com o passar dos anos, tanto a estrutura quanto as instalações de uma edificação sofrem com as ações do tempo. Neste sentido, qualquer descuido com a manutenção pode diminuir a vida útil do imóvel e colocar em risco a segurança de seus usuários.
Mas por onde começar? Quando e o que deve ser feito? A resposta para estas dúvidas pode estar em um plano de revisão e reforma da edificação. E a inspeção predial é a ferramenta ideal para isso.
Nos imóveis mais antigos, independentemente da idade, um check-up predial periódico orienta os responsáveis pelas edificações sobre as corretas práticas de manutenção, visando a boa conservação do patrimônio e sua proteção. Sobretudo na parte elétrica, a inspeção é a grande aliada na avaliação do estado e da conformidade do imóvel nos aspectos de desempenho, vida útil, segurança, conservação, manutenção e exposição ambiental.
“Buscamos a união com diversas entidades e autoridades para incentivar a inspeção das instalações e o retrofit elétrico, pois acreditamos que é o melhor caminho para melhorar as condições de segurança neste setor”, conta Antonio Maschietto, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). “Nossas ações estão voltadas para a sensibilização de toda a sociedade sobre a importância de um check-up predial, realizado por profissionais habilitados”, acrescenta.
Como fazer?
Nas instalações elétricas de baixa tensão, a inspeção deve sempre ter por base a norma técnica NBR5410 (da ABNT), que dá os parâmetros e as condições mínimas de qualidade e desempenho que estas instalações devem apresentar, garantindo assim o seu correto e seguro funcionamento.
“A inspeção predial relativa às instalações elétricas consiste na avaliação do estado dos componentes e equipamentos elétricos, com o intuito de orientar e indicar medidas recomendadas para as atividades de manutenção”, explica Maschietto.
Para edificações residenciais ou comerciais podemos considerar um roteiro básico, que começa com a verificação das irregularidades ou anomalias, segue com a classificação das mesmas quanto ao estado de conservação (crítico, regular ou mínimo) e termina com a orientação técnica (baseada em prioridades e graus de urgência). Veja abaixo.
Etapas da revisão
• Informações sobre a edificação (nome e endereço);
• Dados da agência da concessionária de energia (nome, endereço e telefone);
• Entrada de energia e tensões de fornecimento;
• Caixas elétricas de entrada (condutores, chaves, proteções);
• Centro de medição (caixas de medidores, caixas de proteção, caixas da administração - condutores, chaves, fusíveis, disjuntores);
• Subestação, no caso de prédio comercial (transformadores, chaves seccionadoras, disjuntor, aterramento);
• Quadros gerais de distribuição e quadros terminais (local, tipo, condutores, chaves, fusíveis, barramentos, disjuntores);
• Quadro geral de força (elevadores, bombas);
• Geradores (quadros de transferência, unidades antônomas, circuitos, luminárias);
• Sistema de proteção atmosférica (captores, descidas, caixas de inspeção, aterramento);
• Análise de contas de energia elétrica, atestados de medições, ensaios, etc.